Você não é capaz de perdoar nem de amar.
Você simplesmente ignora a compaixão. Escreve sem parar. Livros e mais livros. Escreve mais do que o homem é capaz de ler e reter. Elabora conceitos, teorias, teoremas, cálculos, de tudo faz.
Você usa a verdade para ferir, para se sentir melhor, para se sobrepujar sobre seu próximo.
Você usa tudo isso, e para que?
Para que quer ser melhor?
Para que quer saber a verdade?
Para que usar a verdade?
Para ferir, para destruir, para provar ser o melhor dentre os melhores.
Você não é nada.
Você simplesmente nem de louco pode ser chamado, pois a Loucura, Eu, impulsiono, movo-me e movo a ti, e tu parado em si e em sua verdade sempre estará.
Você não é nada além do nada que nada pode ser senão o nada que sempre será.
Para que deseja tanto?
Para que escreve, reflete, busca e encontra, as vezes o que quer?
Para destruir, para se sentir melhor.
E mesmo assim a Louca sou eu?!
Melhor viver na ignorância com um pedaço de pão, um copo d'água e a paz no coração e a verdade desconhecida, ignorada, do que ser o monstro sovina, onipresente, onisciente, onipotente que tudo prova ser o que deseja que seja. Que fere, que destrói, que mata, que aniquila.
Não é nada senão o nada que é e sempre será, detentor da verdade podre que apodrece não só a ti mas a todos que com ela toca.
Maldito seja, você são, sábio, melhor entre todos e de todos perdição, execrável por todo o sempre!
Amém!
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